Reflexões - Digo Sim...

DIGO SIM... REFLEXÃO: AS DUAS FAMÍLIAS DE UM HOMEM

 

          Em condições normais de temperatura em pressão, como costumo dizer, cada um de nós se envolve, no decorrer de sua vida, em duas famílias. A primeira é aquela formada pelos nossos pais, irmãos, avós, tios, primos, etc. Esta família não é escolhida por nós e, muitas vezes, é motivo de críticas e desavenças. Não é sem razão que o pensador francês Etienne Rey, em suas Máximas morais e imorais, já afirmava: “Chama-se família um grupo de indivíduos ligados pelo sangue e brigados por motivo de dinheiro”.

 

          Mas há uma segunda família que, inevitavelmente, o decorrer da vida nos faz encontrar e construir. Ela é diferente da primeira porque é o resultado da escolha e fruto do amor. Mas só pode surgir depois que uma atitude de ruptura com a primeira acontece. Esta ruptura é mencionada na Bíblia que diz: “Deixe o homem, seu pai e sua mãe e una-se a sua mulher, e sejam ambos, uma só carne”. É claro que a Bíblia não está dizendo que você tem que abandonar seus pais e esquecer seus parentes e seu passado. O que ela está afirmando, é que, de agora em diante, há uma nova família que terá a primazia na sua vida. Ela é feita por você, sua esposa e os filhos dessa relação.

 

          Terão dificuldades? Claro que sim. Tolstoi, em Ana Karenina, nos diz que “Todas as famílias felizes se assemelham; cada família infeliz é infeliz à sua maneira”. Por que ele diz isso? Porque a infelicidade pode vir de vários fatores diferentes. Balzac, por exemplo, em seu texto “À procura do absoluto,” diz que “na vida íntima das famílias chega um momento em que, voluntária ou involuntariamente, os filhos passam a ser juízes de seus pais”. Ou seja, às vezes os problemas podem surgir dos próprios filhos.

 

          De tudo o que foi dito acima há algo que você deve guardar. A relação que deve ter prioridade na vida do homem deve ser a com sua esposa (marido)! É por isso que “ambos serão uma só carne”. Os pais, um dia, passarão e os filhos, um dia, também se casarão e irão embora. E neste dia, você perceberá que a família mais importante que você tem é composta pelo dueto que atravessou as épocas e as décadas; pelos cúmplices que se cuidaram na doença e que aproveitaram a saúde; pelos amantes que se viam – e não se cansavam de se ver – todos os dias; um após o outro, com avidez e absurda saudade quando, por qualquer razão, se afastavam.

 

          Esta família é peculiar porque você a escolheu. Seus laços não são feitos de sangue, são laços construídos pelo amor, pela cumplicidade, pelo respeito, pela superação das dificuldades, enfim, pela perseverança em acreditar e em querer continuar amando. Mas é preciso que sejam dois, pois, como afirmou o Lord Byron, “Ao contrário do ouro e do barro, o verdadeiro amor, dividido, não diminui”.

 

          Divida sua vida e seu amor com seu cônjuge e seja muito feliz, até aquele dia em que um há de fechar os olhos do outro com o mesmo carinho com que os enxugou durante as lutas da vida.

 

          Deus abençoe você!

 

          Reverendo Jorge Aquino – Natal, RN.

Digo Sim! Reverendo Otávio Augusto
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